sábado, 4 de setembro de 2010

Night?

Porquê à noite? Já alguma vez se perguntaram porque é que a noite temos mais medo do que de dia? É igual. Dão-se tantos assaltos e ataques à noite como de dia. Conseguimos ser perseguidos à noite e quantas vez de dia, seja pelo que for. A cidade está mais calma de noite, mas não seria isso um motivo para nos dar paz, e não para nos deixar alarmados? Tento responder a estas perguntas, e a única razão lógica que me aparece à frente trata-se de, na minha opinião, o barulho. O barulho do silêncio. O barulho silencioso tão pacífico que num milésimo de segundo pode ser corrompido por um tiro, uma facada nas nossas costas, um correr que se vai aproximando até nos derrubar e maltratar, um grito que parece vir de todas as direcções no escuro. Mas porquê? Há alguma razão para fazer tal coisa? Porquê tanta maldade? Dá mesmo vontade de dizer: 'What the fuck is wrong with you?!'
Hoje, enquando estavamos em casa, o meu irmão estava à varanda, e viu um homem sentado na beira do passeio, ao lado do nosso carro. Mas o meu irmão não ligou, até que ouviu um 'pfffffffffffff' e quando foi de novo ver, o homem, que no segundo atrás estava ali sentado, estava naquele momento a correr rua acima e a embrenhar-se nos prédios. Ele ia contar-me, mas um assunto meteu-se à frente, e já nem eu nem ele nos voltámos a lembrar. Quando iamos a sair de casa, o carro tremia muito, e nem se conseguia andar. A minha mãe saiu do carro, e o peneu que estava do lado do homem que estava ao pé do carro estava vazio. Alguém tinha furado o peneu. O 'pffffffffffff' que se tinha ouvido era do peneu a ir abaixo. Agora a pergunta: PORQUÊ? Porra, 'mais vale dizeres que não me gramas'!!
É disto que tenho medo. Tanto de dia como de noite. Mas à noite só se agrava devido ao silêncio. O silêncio é demasiado pesado, e até mesmo um carro a passar me deixa de coração nas mãos. Resumindo: Terei medo da noite? Cuja tanta beleza nos oferece? Será possivel que tenhamos chegado a este ponto?...



Sinto profunda tristeza ao pensar em tal coisa.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Stripped down to the bones


A chill is slowly destroying my bones. I can't show my true feelings, I don't know them. I wont let you see me stripped down to the bones.

School's coming!!

I got so scared when I fist saw the books.
My school books. Books of Portuguese, history, and philosophy, and I still don't have yet the geography book... honestly? I don't care ... when the time comes, I will worry. :s

Vida tão estranha - Rodrigo Leão

São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado

A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fresh Green Grass :)

Hoje fui ao parque dos poetas com ele@. Soube-me tremendamente bem aquele bocado. E até mesmo aquele silêncio não desconfortável em que estava simplesmente a olhar para o céu ou qualquer coisa, com o seu olhar pregado em mim a observar-me me soube bem... Por momentos descansei. E soube-me mesmo bem deitar-me na relva, uma coisa que não fazia há já anos. Senti a relva debaixo das minhas costas nuas, nos meus braços e nas pernas, e senti-me de novo uma criança pequena, com um sorriso endiabrado, com a ideia de começar a rebolar por aqueles montes de relva...era de facto o que me apetecia fazer. No entanto apenas virei a cara e senti a relva na minha cara. Estava fresca, e por momentos apeteceu-me dormir ali. Mas logo senti uma formiga a passear nas minhas pernas e voltei à realidade levantando-me, ou pelo menos, tentando, num salto. Gosto do ar livre. Faz-me sonhar, e sentir bem, sinto sempre a minha cabeça desocupada de tudo e mais alguma coisa. Preciso desses momentos de tranquilidade. Gostaria de os ter também em casa, mas na maior parte das vezes parecem sempre impossiveis...

Não gosto deste calor. A brisa suave da primavera ou do outono é muito, mas muito mais agradável... Acho mesmo até o ventro frio que corta a nossa pele no inverno mais aceitável do que este calor insuportável...

Não gosto do céu aqui...Não vejo uma única estrela, enquanto que no norte vejo tudo tudo no céu, até as estrelas cadentes, as maiores, e as que cujo brilho se intensifica mais do que nas outros.. Vejo até várias tonalidades de azul escuro!
"I'll watch the night turn light blue, but it's not the same without you, because it takes two to whisper quietly..."