terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ele é assim.
Ele não tem a preocupação de que o possa contagiar; apesar do que estou a passar ele não deixa de me segurar a mão, de me abraçar e de me beijar. Ele faz de tudo para que eu sorria, e quando choro com desespero ele faz de tudo para acalmar o meu pranto. Eu até posso adormecer e deixa-lo a olhar para o meu corpo dormente no silêncio total; mas ele não me abandona, e permanece ali até que acorde banhada em lágrimas e dores para que me possa acudir. Ele é como ninguém que eu conheça, é tão puro, tão único...
Ele é assim.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vergonha;
Inutilidade;
Desespero.
Nada do que eu digo ou faço está certo, e todo e qualquer pedido de ajuda que emito é interrompido por alguém que não o compreende e em vez de me ouvir e aconselhar bem, desfaz o meu ponto de vista e impõe o seu. Sinto-me sozinha no meu pequeno barquinho, e já nem eu mesma me compreendo...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tenho uma familia feliz, tenho amigos excelentes que se preocupam comigo, tenho um namorado maravilhoso, tive um Natal que não podia ter sido melhor, tenho uma casa, tenho o calor interior que alguém feliz deve ter, tenho comodidades, tenho comida na mesa, tenho a música, e até tenho uma febre que gosta tanto de mim que me acompanha há nove dias! ahahah... mas então... porquê este vazio todo?...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

É já daqui a poucas horas. Vou ter forlças para me abstrair das dores para ir ter contigo. Vou buscar-te ao aeroporto, meu querido. Vou esperar com anseio a tua passagem atravez daquela grande porta. Já tenho tantas saudades tuas...

domingo, 18 de dezembro de 2011



Apesar de estarmos no meio da confusão, com a música altíssima, encontrões e luzes psicadélicas que nos cegavam, quando finalmente encostei a minha cabeça no teu ombro tudo à volta pareceu cessar.
A multidão outrora agitada parecia ter desaparecido, a música parecia ter acalmado para uma música de fundo que se mostrava pouco nítida e a tua mão direita pousava firme na minha cintura, puxando-me para ti, enquanto me acariciavas a cabeça com a esquerda.
O nosso passo de dança foi abrandando, até que parámos, puxaste-me a minha cara sorridente para ti e deste-me o beijo mais doce que alguma vez me fora oferecido.
Os arrepios frios voltaram a abraçar-se à minha barriga.
E de repente a multidão, a música e as luzes voltaram.
Mas nós continuámos ali parados a olhar-nos nos olhos, e a transmitirmos um ao outro o nosso amor.