terça-feira, 23 de abril de 2013

O dia hoje esteve quente. O sol acordou-me quando poisou os seus raios na minha cara. Hoje está muito silêncioso por aqui, só se ouvem os passarinhos a cantar para lá da minha janela.
E hoje sinto que não é um mau dia...

segunda-feira, 22 de abril de 2013


A minha mãe pôs-me a pensar... ''Já não escreves...'' disse ela.
A verdade é que realmente não o faço. Pelo menos não o faço aqui.
Não o faço aqui porque as minhas inspirações são segredos, que quero e preciso guardar tão bem guardados que nem ouso fazer-lhes referência.
E a verdade é que as minhas inspirações mesmo não são inspirações.
Por isso talvez escreva sobre o que almejo, o que desejo.
Neste momento desejo sucesso para a minha candidatura à Superior de música. Desejo a maior sorte do mundo para arrasar e não gastar estupidamente o desejo da inscrição que os meus pais tiveram de pagar.
Desejo tanto entrar e ter sucesso de modo a vir realizar-me no mundo da música.
Desejo ler sem ter de ser um livro imposto, como o Memorial do Convento do Saramago.
Desejo tardes de sol.
Desejo ouvir o mar.
Desejo um dia chegar a casa e ter uma nova companhia. Desejo muito um cachorrinho. Desejo passear com ele. Desejo amá-lo e beijá-lo no focinho. Desejo ensiná-lo e levá-lo comigo para todo o lado.
Desejo uma pessoa. Alguém que goste de mim, que me faça feliz. Será que um dia vou encontrar esse meu ''alguém ideal''? Ou será que nem sequer existe?

Agora mesmo, desejo amanhã acordar mais uma vez, levantar os estores, e ver da minha janela o quão é amoroso este nosso céu repleto de sonhos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Perdi a cabeça e fi-lo. Fui ao armário, e abracei uma das tuas camisolas, e escondi a cabeça nela. Tem o teu cheiro. Tu antes de mas entregares prefumava-las para terem o teu cheiro. Ainda cheiram. E eu continuei ali, a chorar, enquanto abraçava a camisola com o teu cheiro, e a imaginar que te abraçava só mais uma vez… Uma última vez.
As pessoas dizem todas que tenho de ser forte, e que se ele me fez esta merda nem devia estar a chorar por ele.
Mas ninguém sabe.
Ninguém sabe como me custou arrancar as fotos, os papeis, os quadros e as molduras da parede.
Ninguém sabe a maneira como o amava, o modo como pensava que era ele que me ia acompanhar para toda a vida.
Ninguém sabe a maneira como planeámos a nossa vida.
Niguém sabe o que dói tomar conhecimento das traições e mentiras.
Ninguém sabe da dor que senti ao ouvir a nossa música na rádio.
Ninguém sabe quantas vezes choro por ele.
Ninguém sabe que perdi tudo.
Ninguém sabe o quanto me custa ir ao aks dos amigos dele e ver imensas pessoas com pena por termos acabado, e a perguntar se eles acham que nós iamos voltar, e eles a dizer sinceramente que não. E dói ver isso.
E não, eu nunca voltaria para ele, sinto nojo, repulsa, só de pensar nisso.
Mas eu dava tudo, TUDO, para ter de volta a pessoa que eu amava, o amor da minha vida, a pessoa que eu achava que ele era. E o pior não é saber que não o posso ter de volta. O pior é saber que nunca existiu, que era tudo falso, um disfarce.

sábado, 17 de novembro de 2012

Eu vou explodir, endoidecer, e por fim, morrer. E não vai demorar muito tempo...