domingo, 12 de maio de 2013

   Hoje dei por mim a lembrar-me de coisas tão antigas, principalmente porque ando a pensar muito em ti, visto que estás quase de volta.
   Sabes do que me lembrei hoje querido? Lembrei-me de quando eu era pequenina, que antes de irmos para a mesa comer ias comigo à casa de banho, pegavas em mim porque eu não chegava ao lavatório, agarravas com as tuas mãos grandes as minhas mãozinhas minúsculas, punhas debaixo de água, ias até ao sabonete liquido sempre a controlar as minhas mãos, e depois esfregá-va-las. Dei por mim a pensar nisso enquanto fazia esse mesmo ritual hoje. E sorri, porque ainda hoje esfrego as mãos com o sabonete como tu me ensinaste em criança.
   É tão engraçado como as pequenas coisas, as que chegam a ser insignificantes mesmo, mais tarde, se tornam tão grandes e felizes para os que as experienciam. Há tanto de mim que te devo a ti, e estas memórias mais bonitas devo-tas a ti.
   Já falta pouco primo, uma semana! Até lá, beijo.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

  


   Life without love is no life at all.
   Mas hoje em dia... Onde está o amor? O verdadeiro amor, não aquele que é declarado pelos jovens e os inconscientes.
   O que é feito dos sentimentos cheios, dos carinhos grandes, do desejo de beijos, de abraços, dos pormenores de uma pessoa só.
   Hoje não há apaixonados, não há românticos, não há loucos. Há coleccionadores, há insensíveis, há pessoas incompletas.
   Hoje em dia, as pessoas querem ser livres, sem cordas nem compromissos agarrados. Mas esquecem-se que um dia vão querer acordar ao lado de uma pessoa todos os dias, ter família com essa pessoa, porque ninguém quer ficar sozinho. Ninguém é feliz sozinho. E as pessoas tendem a esquecer-se desse pormenor.
   Eu já fui uma romântica, uma ingénua romântica, sonhadora.
   Esta sociedade insensível matou a melhor parte de mim.
   Life without love is no life at all.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O dia hoje esteve quente. O sol acordou-me quando poisou os seus raios na minha cara. Hoje está muito silêncioso por aqui, só se ouvem os passarinhos a cantar para lá da minha janela.
E hoje sinto que não é um mau dia...

segunda-feira, 22 de abril de 2013


A minha mãe pôs-me a pensar... ''Já não escreves...'' disse ela.
A verdade é que realmente não o faço. Pelo menos não o faço aqui.
Não o faço aqui porque as minhas inspirações são segredos, que quero e preciso guardar tão bem guardados que nem ouso fazer-lhes referência.
E a verdade é que as minhas inspirações mesmo não são inspirações.
Por isso talvez escreva sobre o que almejo, o que desejo.
Neste momento desejo sucesso para a minha candidatura à Superior de música. Desejo a maior sorte do mundo para arrasar e não gastar estupidamente o desejo da inscrição que os meus pais tiveram de pagar.
Desejo tanto entrar e ter sucesso de modo a vir realizar-me no mundo da música.
Desejo ler sem ter de ser um livro imposto, como o Memorial do Convento do Saramago.
Desejo tardes de sol.
Desejo ouvir o mar.
Desejo um dia chegar a casa e ter uma nova companhia. Desejo muito um cachorrinho. Desejo passear com ele. Desejo amá-lo e beijá-lo no focinho. Desejo ensiná-lo e levá-lo comigo para todo o lado.
Desejo uma pessoa. Alguém que goste de mim, que me faça feliz. Será que um dia vou encontrar esse meu ''alguém ideal''? Ou será que nem sequer existe?

Agora mesmo, desejo amanhã acordar mais uma vez, levantar os estores, e ver da minha janela o quão é amoroso este nosso céu repleto de sonhos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Perdi a cabeça e fi-lo. Fui ao armário, e abracei uma das tuas camisolas, e escondi a cabeça nela. Tem o teu cheiro. Tu antes de mas entregares prefumava-las para terem o teu cheiro. Ainda cheiram. E eu continuei ali, a chorar, enquanto abraçava a camisola com o teu cheiro, e a imaginar que te abraçava só mais uma vez… Uma última vez.