Fiquei apavorada quando te vi a dirigires-te a mim assim, com esse olhar louco, alucinado nos teus olhos amarelos. Não parecias tu. Atacaste-me vezes sem conta, e os meus gritos foram abafados pela solidão da casa vazia. Dava até para ouvir os rasgões que impunhas na minha pele, mutilando o meu braço por completo. Tentava afastar-te, mas continuavas a saltar para cima de mim, e num mero segundo causavas-me mais dor. Consegui deixar-te confuso com a manta por cima de ti, e escapar, fechando a porta da casa de banho atrás de mim, encurralando-te lá dentro. A queda que dei a seguir, não foi da perda de sangue e das tonturas que teimava causar-me, foi sim do medo que caiu sobre mim. Não parecias minimamente o gatinho que sempre mimei desde que veio para mim.
Chorei, chorei tanto tanto tanto, mas nem era bem pela dor em si, foi por me teres atacado a mim, de forma tão injusta, eu, que te amo acima de tudo, que te mimo mais do que ninguém, eu que te deito à noite aconchegado entre mantas e festinhas, eu que te alimento e que te beijo todos os dias. E, com o susto que apanhaste, ou o que quer que tenha sucedido, atacaste-me a mim. Logo a mim.
As pessoas ficam admiradas quando me vêem a chorar com pena de ti, por estares preso no jardim, e por não te deixarem entrar de novo. As pessoas pergunta-me como consigo ter pena de ti, depois daquilo que me fizeste, como te consigo perdoar, depois de tudo, do tempão que fiquei no Centro de Saúde para ser atendida, das insónias excessivas, e da tua imagem a atacar-me a repetir-se vezes sem conta na minha cabeça. Mas a verdade é que acho que nunca houve nada a perdoar, eu sei que, de certo modo, não tiveste culpa. Algo aconteceu para te deixar tão transtornado, e posso afirmar que o meu amor por ti não diminuiu, seria incapaz de diminuir, apenas terei de ter mais cautela quando me voltarem a permitir a nossa aproximação, que não parece estar muito próxima.
Não imaginas como tenho saudades de te afagar a cabeça, e das tuas torrinhas na minha cara.
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sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Skip the present
sábado, 19 de fevereiro de 2011
N #2
I'm not really sure of what I want with you. I know you make me dream, I know you're the boy of my dreams, but in real version.I know you make smile 'till my cheeks hurt, and I know you love my smile.
I love your eyes, and the way they change colors so easilly.
I love the way you so blindly see me...
But is it enough? What if it's not enough? I'm afraid...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Era Uma Vez...
Ela tinha um amigo. Um amigo que tentava sempre levantá-la para um melhor nível de humor, que a fazia rir com vontade, e que se certificava todos os dias se ela estava bem. E de dia para dia, a menina foi melhorando.
Com o passar das horas, as cores do seu mundo passaram daquele cinzento opaco para um cinzento fumo, e, consecutivamente, deixaram que o seu fumo transparecesse algum brilho e cor fraca.
A menina ansiava todos os dias pelo seu 'Olá' diário, ou até pelo seu telefonema.
E a sua música começou a soltar-se um pouco todos os dias do seu fio de melancolia, e começou a unir-se à alegria depravada, combinando com dias solarengos de Inverno.
Ela ansiava para que as aulas retomassem, para poder de novo ver a sua face de expressão marota diariamente, ouvir a sua gargalhada a ecoar, e sentir o seu olhar posto nela.
E todos os dias eles trocavam mensagens, mensagens alegres que a deixavam radiante.
E o seu coração, aos poucos e poucos conseguiu ser concertado pelo seu amigo.
E as aulas começaram. Ela via-o de novo. Via a sua face marota, ouvia a sua gargalhada, e corava quando os seus olhares cruzavam. E ao toque do final das aulas ela descia a rua para ir apanhar o comboio, e o seu mundo era brilhante, colorido com cores quentes e alegres. A música que ouvia com os seus phones grandes era mexida e dava-lhe vontade de dançar. E, algo estupidamente, ela tinha um sorriso cravado na sua cara que nunca a abandonava, e que enchia a sua alma. Ela pensava nele ,constantemente, ele nunca a abandonava.
Os amigos dela diziam que ela não tinha nada a ver com ele, e que era muito pouco provável eles terem alguma coisa juntos, um futuro que fosse, mas ela achava que podiam, ela gostava mesmo dele, e ela queria mesmo estar com ele.
No entanto esta história, meus amigos, não teve um final feliz, e o mundo da menina voltou de novo a ter um tom cinzento, opaco, e muito vazio.
Era uma vez uma menina que tinha o coração partido.
about
Amor,
Desejos,
Dor,
Emoções,
Inseguranças,
Medo(s),
Melancolia,
Nostalgia,
Tristeza
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Estragada emocionalmente

"(...)Eu sempre disse que eles nunca teriam futuro, mas ela achava que podiam ter. Ela queria mesmo estar com ele..
(...)Teve dois namorados, mas graaaandes relações. Um deles foi de um ano!
Ela quando gosta, gosta. Mas só se magoa... o que ela passou ninguém devia passar,
e nem sequer gosta de curtes. Eu disse lhe que ela devia comer um gajo, assim na boa. Mas ela nao consegue... Ela é linda, mas está toda estragada emocionalmente. Houve muita merda... Está descansado. Já a safei dum cabr*o, safo-a de outros."
Ela proteje-me, gosto disso, amo mesmo. Mas doi. Doi ver aquilo, e saber que é a verdade, é a mais pura verdade. Eu estou toda estragada emocionalmente... E quer queira quer não, há-de ser sempre assim, hei-de estar sempre muito frágil...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Gordo@
E agora? Como conseguirei dormir?De momento? Sinto nojo. Sim, NOJOOO! Nojo de mim, do que fui quando te atirei aquelas coisas tão feias e mentirosas à cara.
Oh chuchu, EU SEI QUE NÃO ÉS QUEM DESCREVI. Eu gosto TANTO do que tu és, do que me dás a conhecer...
Eu sei porque eu própria te defendo quando me chegam aos ouvidos coisas desagradáveis sobre ti, defendo-te, quase como que a defender-me, a mim.
Agora que perdi tudo o que me segurava, aquela esperança parva, mas que me deixava com uma constante ansiedade tipicamente feliz e adolescente, nem considero voltar a pedir-te de volta esse esforço.
Mas perder-te? Caso isso aconteça, como é que me vou sequer olhar ao espelho?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Mudança
Anseio pelo dia em que farei 16 anos. Já não falta muito, pois o tempo não pára.
Eu sei que tenho sido sempre a 'calminha' da familia, a rapariga que estuda música, que ama ler e escrever, que gosta de desenhar, que gosta de passar tardes inteiras no quarto simplesmente a cantarolar, e que no verão gosta de ficar até às 8:00pm na praia para ver um pôr-do-sol tranquilizante acompanhado com a melodia que as ondas emanam.
Mas apetece-me uma mudança. E nem tudo o que muda é mau, esta mudança, embora para alguns possa não parecer, é boa, porque sou responsável.
Os meus pais são capazes de não a aceitar. Não os culpo, ainda sou nova, e eles bastante protectores, sei que não é por falta de confiança.
Apetece-me começar a sair à noite. Ir passear para Cascais, ou ir para o Loft (ou outra discoteca) dançar com amigos para me abstrair do mundo.
Não sou de bebidas e de fumar, e isso os meus pais sabem, por isso, sei que confiam em mim, mas o medo da menina deles sair à noite é grande. Eu, quando for mãe, também serei assim, é algo incontrolável.
Mas a verdade é que me apetece esta mudança. E garanto, só não peço agora, porque sei que diriam que não tenho idade. Mas a verdade é que de certo modo já tenho. Por isso estou à espera dos meus 16 anos, para que possa ganhar mais uns centimetros do fio de liberdade que eles têm atado a mim...
Eu sei que tenho sido sempre a 'calminha' da familia, a rapariga que estuda música, que ama ler e escrever, que gosta de desenhar, que gosta de passar tardes inteiras no quarto simplesmente a cantarolar, e que no verão gosta de ficar até às 8:00pm na praia para ver um pôr-do-sol tranquilizante acompanhado com a melodia que as ondas emanam.
Mas apetece-me uma mudança. E nem tudo o que muda é mau, esta mudança, embora para alguns possa não parecer, é boa, porque sou responsável.
Os meus pais são capazes de não a aceitar. Não os culpo, ainda sou nova, e eles bastante protectores, sei que não é por falta de confiança.
Apetece-me começar a sair à noite. Ir passear para Cascais, ou ir para o Loft (ou outra discoteca) dançar com amigos para me abstrair do mundo.
Não sou de bebidas e de fumar, e isso os meus pais sabem, por isso, sei que confiam em mim, mas o medo da menina deles sair à noite é grande. Eu, quando for mãe, também serei assim, é algo incontrolável.
Mas a verdade é que me apetece esta mudança. E garanto, só não peço agora, porque sei que diriam que não tenho idade. Mas a verdade é que de certo modo já tenho. Por isso estou à espera dos meus 16 anos, para que possa ganhar mais uns centimetros do fio de liberdade que eles têm atado a mim...
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